Um pouco da história da manufatura aditiva

28
Junho
 
 

As origens da manufatura aditiva ou impressão 3D, como também é conhecida, estão no Japão, mais precisamente no Instituto de Pesquisas de Nagoya. Lá, em 1981, portanto há quase 40 anos, o pesquisador Hideo Kodama teve a ideia de fazer uma impressão tridimensional, inspirado pela tecnologia de polímero fotoendurecido.

A ideia de Kodama, porém, só se tornou realidade 12 anos mais tarde quando o MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveu o primeiro processo de leito de pó usando os cabeçotes de uma impressora jato de tinta – eis porque a técnica também é conhecida como impressão 3D.

Desde então, foram introduzidos diversos termos para descrever o processo de usar uma impressora e um software CAD para produzir objetos camada a camada: manufatura aditiva, fabricação de forma livre, prototipagem rápida, manufatura em camadas e manufatura digital direta para citar apenas alguns.

Embora a maioria dos termos possa ser usada alternadamente, há uma exceção: enquanto prototipagem rápida significa produzir um protótipo de uma nova peça, a manufatura aditiva possibilita a produção tanto de protótipos quanto de peças finais.

Essa diferença é fundamental porque prototipagem rápida, normalmente, significa que o componente é produzido como uma cópia de algo que será produzido de maneira tradicional, usando a manufatura subtrativa. Já a manufatura aditiva abre uma infinidade de possibilidades de projetos sem as limitações da manufatura subtrativa.

Diversos materiais podem ser usados na manufatura aditiva. Polímeros e metais são os tipos mais comuns de materiais e são, especialmente, eficientes para a produção de baixo volume e redução do desperdício. Outros materiais com possibilidades são, por exemplo, materiais médicos e bioquímicos, vidro e até chocolate.

Para a manufatura aditiva em metal, peças com perfil complexo ou aquelas que precisam ser leves, como peças para aeronaves, carros, caminhões ou dispositivos médicos, encontrarão vantagens, enquanto os componentes com perfil mais simples ou aqueles em que o peso não é um problema, são melhor produzidas usando a manufatura tradicional, subtrativa.

Os setores aeroespacial e médico estão particularmente bem posicionados para ver o crescimento e o sucesso da manufatura aditiva, embora empresas de diversos ramos industriais possam ser beneficiar com o processo de manufatura aditiva.

Como o escopo do negócio para a manufatura aditiva se expande, há uma crescente necessidade de normas técnicas. Para atender a essa necessidade, a ISSO (International Organization for Standardization) e a ASTM International se uniram para criar a Estrutura de desenvolvimento de normas de manufatura aditiva com o objetivo de coordenar a criação de normas relacionadas a materiais, processos, equipamentos e propriedades de peças acabadas, bem como apoiar normas específicas para os setores aeroespacial, dispositivos médicos, automotivo entre outros.
FONTE http://www.usinagem-brasil.com.br/noticias/

 
 

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