Tecnologia militar para detectar pessoas com Covid-19

03
Junho
 
 

Duas tecnologias comercializadas hoje para fins militares pela empresa paulista Opto Space & Defense, de São Carlos (SP), desde 2017 integrante do Akaer Group, poderão ser transformadas, daqui a alguns meses, em uma ferramenta de alta tecnologia para o combate à Covid-19.

Trata-se, uma delas, de um monóculo portátil com visor térmico - desenvolvido para as Forças Armadas do Brasil - e a outra, um sistema que capta diferentes comprimentos de onda, utilizado hoje por tripulantes de carros blindados do Exército.

As tecnologias estão sendo integradas e aprimoradas em um projeto apoiado pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O projeto foi um dos seis primeiros selecionados em um edital lançado pelo Pipe-Fapesp, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinado a apoiar startups e pequenas empresas de base tecnológica paulistas empenhadas em desenvolver produtos, serviços ou processos voltados para o combate ao coronavírus.

De acordo com estimativas da empresa, o protótipo do sistema deve estar pronto até junho e a tecnologia final deve estar disponível em mais alguns meses. A finalidade da ferramenta é ajudar na identificação de pessoas com febre que estejam circulando em locais com grande aglomeração.

“A proposta é desenvolver um sistema inteligente de imageamento, nos espectros visível e termal, que processe dados relativos à identificação de pessoas com febre em locais onde há aglomeração, como empresas, escolas, academias e shoppings”, explica Raphael Pereira Moreno, pesquisador responsável pelo projeto.

De acordo com Moreno, o sistema será composto por uma câmera termal, responsável pela varredura das pessoas a uma distância de até 12 m, e que identificará as que estiverem em estado febril com a ajuda de sensores. Um programa embarcado processará, de forma instantânea, as informações.

O sistema emitirá em seguida um alerta para os operadores de segurança - que poderá ser sonoro, luminoso ou outro -, para posterior abordagem. A identificação do estado febril dos frequentadores também poderá ser atrelada a algum mecanismo de segurança, como o travamento de catracas de acesso.

Fonte: http://www.usinagem-brasil.com.br/15119-tecnologia-militar-para-detectar-pessoas-com-covid-19/pa-1/

 
 

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