Renault nacionaliza produção de blocos e cabeçotes de alumínio

14
Março
 
 

Com investimento de R$ 350 milhões, a Renault inaugurou a Curitiba Injeção de Alumínio (CIA), fábrica voltada à produção de blocos e cabeçotes de motor com capacidade para produzir 500 mil peças por ano. Trata-se da quarta fábrica do Complexo Ayrton Senna, no Paraná, que já contava com as unidades produtivas de veículos de passeio, comerciais leves e motores.

Com área construída de 14 mil m², a Curitiba Injeção de Alumínio irá produzir blocos e cabeçotes do motor 1.6 SCe, antes importados. Cerca de 100 profissionais trabalham na unidade atualmente, em dois turnos. De acordo com a montadora, a nova fábrica reúne as melhores e mais modernas práticas em injeção de alumínio da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi no mundo, além de ser a única linha de injeção de cabeçote no Grupo Renault.

O trabalho para a construção da nova unidade industrial teve a participação de cerca de 2.000 pessoas, incluindo equipes da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi de 11 países, focadas em construir uma fábrica moderna e sustentável.

A unidade é equipada com 165 máquinas de última geração, provenientes de 11 países, como Japão, Coreia, França, Espanha, Alemanha e Brasil - neste último caso, são exemplos as linhas de acabamento do cabeçote e os fornos de fusão, de tratamento térmico e de pré-aquecimento, entre outros.

“Desde que a Renault começou a fabricar no Brasil, há 20 anos, investimos cerca de R$ 7 bilhões para fazer da unidade brasileira uma planta estratégica não apenas para o país, mas para toda a Região Américas. A inauguração da CIA traz uma dose extra de eficiência ao nosso negócio, permitindo que alcancemos resultados ainda melhores”, afirma Olivier Murguet, presidente da Renault para a América Latina.

PROCESSO PRODUTIVO - A produção do bloco tem quatro etapas: fusão, injeção de alta pressão, acabamento e tratamento térmico. Para a fabricação do componente, é utilizado um processo de lubrificação moderno, que proporciona uma grande redução do uso de óleo - apenas 22 ml por peça, contra até 12 litros utilizados em métodos de produção tradicionais. Entre os principais resultados estão a economia, ambiente limpo e sem fumaça e mais velocidade na fabricação.

A injeção do alumínio no bloco é totalmente robotizada, a uma velocidade de 200 km/h, com pressão de 900 bar, próxima à encontrada no ponto mais profundo dos oceanos. A injetora é em torno de 20% mais compacta e tem produtividade 15% maior que a de máquinas de geração anterior.

Já a produção do cabeçote tem cinco etapas: fusão, sopro de machos de areia, injeção de baixa pressão, acabamento e tratamento térmico. O processo de fabricação é inorgânico, ou seja, isento de fumos e emissões de carbono, o que contribui para a qualidade do ambiente. Também neste processo, a CIA utiliza injetora cerca de 30% mais compacta e com produtividade 20% maior que a de equipamentos de outra geração.

A qualidade do bloco e do cabeçote é conferida na própria CIA, que possui laboratório metalúrgico, onde são realizados diversos testes. Entre os destaques está o equipamento de tomografia computadorizada industrial, primeiro deste porte em uma montadora na América do Sul. A máquina é capaz de fazer a análise das peças em três dimensões e é utilizada para controle de qualidade e pesquisa e desenvolvimento.
fonte https://www.bakelitsul.com.br/

 
 

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