Randon, Marcopolo e Tramontina retomam as operações

16
Abril
 
 

Pelo menos três grandes empresas gaúchas - Randon, Marcopolo e Tramontina -, que estavam com atividades industriais paralisadas há 20 dias, deram início nesta segunda-feira (13 de abril) início a um processo de retomada gradual de suas operações. A prefeitura de Caxias do Sul, sede de duas das três companhias, fez acordo com o Simecs - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), para a retomada do trabalho com 25% do seu quadro funcional.

A Randon diz ter adotado todas as medidas necessárias para auxiliar no combate à Covid-19 e entende que “a retomada da produção é fundamental, visto que o transporte de cargas é um serviço essencial para esse momento, principalmente para o abastecimento de comida, de medicamentos e de outros insumos primordiais. Além disso, a produção das Empresas Randon também é voltada ao mercado de reposição de peças, fundamental para que os veículos que já estão na estrada sigam trafegando com segurança”. Dos 9,2 mil funcionários cerca de 2,3 mil voltaram ao trabalho na segunda-feira.

Já a Marcopolo informou que, além das unidades de Caxias de Sul, também as operações da  fábrica do Rio de Janeiro froam retomadas na última segunda-feira, enquanto a data de retorno das atividades da unidade do Espírito Santo ainda está em avaliação. Em Caxias do Sul, seguindo as orientações do decreto municipal, retornaram ao trabalho 25% dos colaboradores do turno diurno e 25% do noturno, sendo a maior parte de áreas de produção.

Na Tramontina, o percentual de funcionários que retornaram ao trabalho é maior: 80% - 5,8 mil do total de 8,5 mil empregados da empresa. Isto porque os decretos dos munícipos onde as fábricas estão instaladas - Carlos Barbosa, Garibaldi e Farroupilha - permitiam.

As empresas informam ter reforçado nas fábricas o sistema de higienização dos locais de uso comum, como vestiários, restaurantes, banheiros, acesso a elevadores, corrimãos e catracas. Nos postos de trabalho foi redobrada a atenção para manter a distância mínima, além do uso dos EPIs de acordo com a função e máscaras de tecido fornecidas pelas empresas. Assim como os ônibus de transporte de colaboradores operarão com metade da ocupação - para manter a distância mínima, de segurança entre os passageiros. Na unidade Rio de Janeiro, localizada em Xerém, retornaram cerca de 50% do quadro de colaboradores.

Em entrevista ao jornal “O Pioneiro”, o presidente do Simecs, Paulo Spanholi, afirmou que o percentual de 25% permitido em Caxias do Sul é muito baixo para a indústria começar a girar: “Precisamos de, no mínimo, 50% dos funcionários nas fábricas”.

Spanholi destacou ainda que muitas empresas de pequeno porte têm somente um ou dois funcionários em cada área e que a produção vai ser muito restrita. Segundo ele, o sindicato está negociando a ampliação junto ao prefeito para que o índice fique em pelo menos 50%. “Se não conseguirmos ampliar os números, pouco vai adiantar o retorno”, disse.

Fonte: Usinagem Brasil

 
 

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