Por que arte é tão cara?

25
Agosto
 
 

"Qualquer um faz isso!"
Em 2019, um artista em Miami grudou na parede uma banana com um pedaço de fita. Essa obra, chamada de “Comedian”, foi vendida por US$ 120 mil.

O artista era o italiano Maurizio Cattelan, famoso na arte contemporânea pelo sarcasmo nos trabalhos. A parede era a da Art Basel de Miami, uma das mais importantes feiras de arte do mundo.

Esses dois fatores mudam tudo. Mas como se estabelece o preço de uma obra? Quem garante que aquilo vale tanto? A gente explica.

Tempo de leitura: 5 minutos

O que é arte para o mercado?

Reputação de mercado. 
Esse é um dos principais fatores que fazem uma obra valer tanto dinheiro. Tanto Cattelan quanto a Art Basel têm reputação de sobra.

Certificado de autenticidade. 
Quem compra uma peça de arte recebe esse documento que dá a posse daquela ideia. A banana vai apodrecer, a fita vai perder a cola. Mas aquele documento dá o direito legal de remontar a ideia, seguindo instruções específicas.

Valor é abstrato, não? 
E a arte contemporânea gosta muito de brincar com essa ideia. Mas nem só de banana é feito o mercado da arte. Segundo um relatório da Art Basel, ele movimentou US$ 64 bilhões em 2019.

Um pouco de história (do dinheiro) da arte. 
Na Grécia antiga, peças como vasos, esculturas, joias e cerâmicas eram vendidas pelas rotas do Mar Mediterrâneo.

Alguns séculos pra frente. 
No período do Renascimento (em torno dos séculos 15 e 16), na Itália, artistas como Da Vinci, Michelangelo e Rafael produziam recebendo comissão de mecenas, uma espécie de patrocinador.

Contrato fechado. 
Ter um mecenas não significava que o artista tinha liberdade de fazer o que quisesse. Os patrocinadores decidiam quase tudo sobre os quadros, do tema da pintura aos materiais. Como se fosse um trabalho freelancer de hoje em dia.

Por que obras de arte são tão caras? 
Via de regra, aquilo que é raro custa caro. Isso vale para diamantes, esculturas, trufas (o cogumelo, não o chocolate), e mais um monte de itens escassos no mundo.

Por exemplo: 
o pintor italiano Caravaggio, um dos artistas mais importantes do movimento Barroco italiano, morreu aos 38 anos. A sua obra completa é composta de cerca de 90 pinturas, e só.

E quando não é raro? 
Na década de 1960, Andy Warhol (que pintou as latas de sopa de tomate e fez retratos coloridos da atriz Marilyn Monroe) incluiu máquinas no processo, e passou a reproduzir gravuras a rodo. Uma impressão de Andy Warhol custa caro, mas não tão caro quanto uma pintura de Caravaggio.

Existem vários outros fatores 
que influenciam no preço das obras. Se um artista está na moda, por exemplo, gerando muito interesse nos mercados globais, o preço das obras pode ser inflacionado.

É o caso de Banksy, 
artista de rua anônimo que em 2021 vendeu um desenho por US$ 20 milhões. Há desenhos de Picasso à venda por muito menos, ainda que sejam caros. Não significa que Banksy seja mais importante que Picasso, mas quer dizer que o mercado está aquecido, interessado em suas obras.


Negócio da arte. 
Revelar um novo talento pode ser um excelente investimento: comprar uma obra quando o artista ainda é pouco conhecido, apostando que ele irá estourar.

Se der certo, ótimo. 
Quem comprou a arte na baixa depois vai lucrar muito ao vender na alta. Mas pode ser que a carreira daquela pessoa não decole, e a obra não se valorize.

Mercado concorrido. 
Hoje, o grosso do mercado é dominado por galerias, que representam o trabalho dos artistas. Não é nada fácil entrar nesse seleto circuito. Elas levam obras para feiras internacionais ou entregam para casas de leilões, por exemplo.

Dou-lhe uma… 
Quem paga mais leva pra casa ou para suas coleções públicas algumas relíquias. Em 2016, foi quebrado um recorde: uma pintura de Leonardo da Vinci foi arrematada por nada menos do que US$ 450 milhões.

Mas quem define o preço? 
São os especialistas, pessoas qualificadas (e que contam com a confiança do mercado) que avaliam quanto aquele trabalho vale no momento, e quanto deve valer daqui um tempo.

Tripé. 
O preço da arte é mais ou menos definido por esse trio de galerias, instituições de arte e leilões – hoje em dia influenciados também pela mídia e as redes sociais. É por causa do valor que essas instituições atribuem que uma banana colada na parede pode valer tanto dinheiro.

O mais importante é que alguém pagou por ela. 
Quando existe um consumidor disposto a desembolsar esse valor, ele confirma que tanto a galeria quanto o artista estavam certos. Mesmo sendo só uma banana na parede.

fonte: blog NuBank

 
 

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