Para atender exportação, Scania abre 500 vagas

30
Maio
 
 

Em meio à crise que se instalou no mercado nacional de caminhões e ônibus, a Scania vem conseguindo aumentar a produção, graças a um bem-sucedido programa de exportações, implantado em 2014, assim que “se avistou o desaquecimento no mercado brasileiro”. Atualmente, a planta brasileira exporta para 30 países da América Latina, Oriente Médio, África e Ásia.

“Como temos um produto global e fábricas padronizadas em todo o mundo foi possível direcionar nosso volume para atender a demanda de outros países”, conta Marcelo Gallão, vice-presidente de Logística da Scania Latin America. “O aumento de pedidos na Europa também colaborou para que trouxéssemos novos clientes externos para a produção de São Bernardo do Campo. Esse cenário permitiu a contratação de colaboradores, aproximadamente 500”, diz.

Historicamente, o mercado interno representava 70% da produção na planta brasileira, enquanto 30% eram destinados para exportação. “Essa proporção foi invertida”, diz o executivo, ainda que os níveis de produção atuais não sejam os mesmos, por exemplo, de 2013, quando o Brasil bateu recorde de emplacamentos.

“Esse direcionamento externo também nos coloca desafios. Pela primeira vez, por exemplo, vamos exportar cabinas para a nossa fábrica na Holanda, onde o caminhão será montado”, conta o vice-presidente de Logística da Scania Latin America. Além de todo o cuidado com a qualidade do produto, a maior preocupação é a garantia do tempo para entrega do veículo para o cliente final. “Temos uma organização preparada, bem estruturada e desenvolvida para atender às exportações, mas esse é o tipo de atividade que tem uma interdependência muito grande com infraestrutura e processos externos, o que exige que o Brasil também esteja atento e garanta a previsibilidade e a celeridade de seus trâmites”, ressalta.

Segundo o executivo da Scania, as contratações serão, na sua maior parte, para o trabalho na fábrica e estão ligadas diretamente ao volume nos mercados externos. “Esperamos ter os novos colaboradores até o final de maio. Para atender a demanda vamos também aumentar os turnos de produção”, diz.

Investimento - Para manter a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) um espelho da linha de produção da Scania na Suécia (sede do Grupo) e replicar o padrão global é preciso garantir investimento constante na atualização do parque industrial do ABC paulista. “Recentemente anunciamos o aporte de R$ 2,6 bilhões na operação brasileira até 2020. Isso faz com que subsidiária tenha uma linha global de produtos para exportar a todos os mercados onde a Scania está presente no mundo - inclusive os mais exigentes. Nos últimos anos fomos, por exemplo, acionados para exportar a países como Rússia, Irã, Malásia e Índia - antes atendidos por linhas da matriz, que agora estão sobrecarregadas”, conta Marcelo Gallão.
http://www.usinagem-brasil.com.br/

 
 

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