O que é Indústria 4.0?

15
Março
 
 

Indústria 4.0 foi usada pela primeira vez em Hannover durante uma feira ainda em 2011. No ano seguinte, o Governo Federal Alemão após ter acesso a um relatório do grupo que foi o desenvolvedor do projeto começou a pensar em sua implantação e em 2013, após um relatório final, a quarta revolução industrial começou na Alemanha.

Basicamente, as transformações obtidas foram: sistemas ativos e máquinas conectadas. Assim, qualquer indústria poderá ter redes inteligentes que controlam não só a produção como também estão aptas a agendar manutenções, antecipar falhas e adaptar possíveis alterações que não foram planejadas durante o processo produtivo.

Durante a primeira revolução industrial, o homem apresentou o aprimoramento das máquinas que eram a vapor e o tear mecânico começou a ser difundido. Na segunda, o aço começou a ser empregado, a energia elétrica também deu os primeiros passos aliada aos motores elétricos e de combustíveis.

A terceira revolução ficou marcada pelo avanço dos processos eletrônicos, da presença dos sistemas computadorizados e dos robôs nas manufaturas. A quarta revolução industrial marcará uma nova era, pois a internet das coisas será empregada e os processos que antes eram centralizados na manufatura, passarão a ser descentralizados.

Quais são os princípios que a quarta revolução industrial vem trazendo?
A partir da implementação da indústria 4.0, as fábricas operarão em tempo real, ou seja, todos os dados são adquiridos e tratados de forma instantânea, e com isso, a tomada de decisão também segue o mesmo padrão de agilidade.

A quarta revolução industrial veio trazer ainda a virtualização. Ela propõe que sejam criadas cópias virtuais das fábricas inteligentes. Sendo assim, ficará fácil rastrear e monitorar remotamente todos os processos que acontecem na fábrica devido a presença de sensores.

Antigamente, ninguém pensava em descentralizar uma decisão, não é mesmo? A partir da automação industrial, isso será possível devido ao emprego do sistema cyber-físico, porque além de receberem um comando e produzirem, as máquinas darão informações sobre o seu trabalho.

Outro princípio trazido pela indústria 4.0 é a orientação a serviços, por meio da Internet of Services. A partir de agora, as máquinas farão uso de softwares que detém esse novo recurso.

A Internet of Services (Internet dos Serviços) vai bem além do simples monitoramento de objetos. O software também pode ser usado para extrair dados, disponibilizando informações críticas sobre a forma como os dispositivos estão funcionando e o que eles estão fazendo.

Por fim, a quarta revolução industrial traz ainda a modularidade. Esse conceito nada mais é do que uma produção que considera a demanda, acoplamento e o desacoplamento de módulos na produção. Com isso, todas as tarefas feitas pelas máquinas passam a ser mais flexíveis e adaptáveis.

Como está a revolução 4.0 no Brasil?
Especialistas afirmam que o cenário nacional ainda está migrando da Indústria 2.0 para a Indústria 3.0. Isso significa que o país está deixando as linhas de montagem e de energia elétrica para uma fabricação que faz uso da automação por meio da robótica, programação e eletrônica.

Para que o Brasil fique mais próximo da Alemanha, será preciso instalar pelo menos 165 mil robôs industriais. No entanto, considerando o atual ritmo, que é 1,5 mil robôs instalados a cada ano, só chegaremos aos números dos alemães daqui a 100 anos.

Porém, o nosso país não só pode como deve queimar etapas (sempre levando em consideração fatores como segurança e eficácia) a fim de fazer uso dos benefícios trazidos pela Indústria 4.0.

blog.piramidal.com.br

 
 

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