Indústrias catarinenses investirão R$ 2,7 bi até 2018

10
Agosto
 
 

Segundo levantamento divulgado pela Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), as indústrias catarinenses planejam investir R$ 2,7 bilhões no período 2016 e 2018. Para este ano atual, o montante previsto é de R$ 1,6 bilhão, o que representa um recuo de 28% sobre o realizado em 2015. Os dados integram a publicação Panorama e Perspectivas dos Investimentos da Indústria Catarinense - 2015 a 2018.

De acordo com a publicação Panorama e Perspectivas dos Investimentos da Indústria Catarinense - 2015 a 2018, em 2016 os setores que projetam maiores investimentos são os de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (R$ 599 milhões), produtos alimentícios (R$ 469 milhões) e celulose e papel (R$ 213 milhões).

Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, disse que, na média, a opinião dos industriais é que o pior já passou. "Nos últimos dois meses a situação não piorou em relação aos meses anteriores. A demanda está baixa, mas o índice de confiança na economia tem melhorado mês a mês. Nossa avaliação é que mais para o final do ano devemos ter uma posição um pouco mais definida e encerrar o ano, talvez, já com uma curva de crescimento. Quando a pesquisa foi realizada, as incertezas econômicas e políticas eram muito maiores do que são hoje", avaliou.

Porém, o dirigente alertou que enquanto não for definida a situação política e realizado o encaminhamento de medidas na área econômica e de estímulo ao investimento, certamente, ainda haverá uma retração. "Mas, a tendência é de melhora substancial e de retorno gradativo dos investimentos", finalizou Côrte.

O diretor do BRDE, Neuto Fausto de Conto, disse que a crise também oferece oportunidades e exige reflexão dos cidadãos e dos empresários na busca de soluções. Ele informou que, atualmente, o capital do banco é de R$ 1 bilhão, sem considerar os fundos. "Com isso, temos recursos suficientes para fomentar a economia, principalmente a indústria catarinense", declarou, lembrando que o banco está presente nos 295 municípios do Estado.

A conjuntura afetou o perfil dos investimentos, mostrando que os industriais estão buscando ajustar as operações de suas empresas melhorando a gestão. Houve redução nos percentuais das empresas que pretendem adquirir máquinas e equipamentos (de 63% para 48%), realizar atualização tecnológica (de 54% para 39%) e ampliar a capacidade produtiva (de 51% para 28%).

O estudo mostra que, no ano passado, o setor produtivo catarinense fez investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O valor ficou dentro do previsto para 43% das indústrias, enquanto 35% delas não realizaram a totalidade dos investimentos planejados para o ano. Outros 8% investiram em 2015 mais do que o previsto inicialmente. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram realidade semelhante. Cerca de 42% das indústrias brasileiras investiram o previsto no ano passado, enquanto 46% fizeram aportes parciais, 8% cancelaram e 4% adiaram para 2016.
Fonte: http://www.usinagem-brasil.com.br/11132-industrias-catarinenses-investirao-r-27-bi-ate-2018/pa-1/

 
 

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