Guerra comercial EUA x China leva fábricas de Taiwan a retornar ao país

10
Setembro
 
 

No final do século passado, vários fabricantes de Taiwan se instalaram na China para aproveitar, entre outros benefícios, os incentivos fiscais, melhores custos de produção, menor custo da mão de obra, sem contar a maior oferta de terrenos para instalar suas fábricas. Desde então centenas de fábricas taiwanesas transferiram parte ou toda a sua produção para a China.

Com o início da guerra comercial entre os EUA e a China, no ano passado, e a imposição de tarifas sobre produtos fabricados na China, muitos fabricantes passaram a avaliar o retorno dessas plantas ao país de origem. O governo taiwanês, inclusive, criou um programa de incentivo para os interessados em transferir a produção para o País - algo semelhante ao programa de reshoring dos EUA no governo Obama.

O programa de incentivo tem duração de três anos (2019-2021) está a cargo do InvesTaiwan, ligado ao Ministério de Assuntos Econômicos (MOEA). O programa abrange terrenos, garantia de abastecimento de água e energia, financiamento, mão-de-obra (facilidades para contratação de imigrantes) e tributação. Segundo dados do governo, 435 hectares de terras industriais já estão disponíveis e a oferta será ampliada para cerca de 873 hectares antes de 2021.

Até agosto 84 solicitações de empresas, segundo o MOEA, já haviam se inscrito no programa. O total de investimentos envolvido na iniciativa já soma US$ 14 bilhões, com previsão de geração de mais de 39 mil empregos.

HIWIN - Entre as indústrias de máquinas e equipamentos, o mais recente anúncio de reshoring é o da Hiwin, a segunda maior fabricante de sistemas de controle de movimento linear do mundo. A empresa recebeu a aprovação de seu projeto pelo MOEA e deve investir US$ 191 milhões para expandir suas instalações de produção em Taichung, no centro de Taiwan, e em Yulin e Chiayi, no sul do País, criando cerca de 1.250 novos empregos.

Porém, a maioria das empresas que se inscreveram no programa até aqui são fabricantes de produtos voltados às áreas de informatica e telecomunicações, justamente os itens mais afetados pelas tarifas impostas pelos EUA - que representam cerca de 25% do total os produtos atingidos pela guerra comercial. Segundo o Ministério, fabricantes de máquinas-ferramentas, autopeças e bicicletas também estão bem representados.

De acordo com dados do ministério, as exportações de Taiwan para os EUA subiram 17,4% no primeiro semestre de 2019 (para US$ 222 bilhões, um recorde), em grande devido à forte demanda por eletrônicos usados ​​em PCs. Segundo avaliação da PriceWaterhouseCoopers, em seu relatório Global Economy Watch, “se a substituição de importações dos EUA continuar, é provável que contribua para um crescimento econômico mais rápido no Vietnã, Coreia do Sul e Taiwan, em particular", disse PwC.

 
 

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