FCA inaugura sua mais moderna fábrica de motores em MG

30
Setembro
 
 

A mais moderna unidade de produção de motores da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no mundo está localizada no Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG). Com investimento de R$ 1 bilhão, a unidade irá produzir a nova família global de motores Firefly 1.0 e 1.3 litro, que fará sua estreia mundial no Uno 2017, modelo que será comercializado no Brasil e exportado para a América Latina.

“Os novos motores são produzidos no mais avançado processo de manufatura. A experiência que acumulamos será levada como benchmark para as outras plantas de motores do grupo”, afirma Mauro Pino, diretor Industrial da FCA para a América Latina.

Com 22 mil m² de área construída e capacidade para fabricar 400 mil motores por ano, a unidade foi completamente remodelada e ampliada para receber 186 robôs de alto desempenho e precisão, processo que envolveu cerca de 200 empresas, 80% delas brasileiras.

Em um único local, estão reunidas todas as etapas produtivas do motor, desde a usinagem do bloco, eixo virabrequim e cabeçote até as linhas de montagem. Todo o processo é conectado a uma central de gerenciamento e os motores serão 100% testados, após cada etapa de manufatura.

De acordo com Pino, o processo de fabricação permite completa rastreabilidade de cada componente montado. Entre os aspectos inovadores, ele destaca a tecnologia “data bolt” durante a usinagem do bloco do motor e do cabeçote. É uma espécie de parafuso, que armazena o histórico completo dos componentes, como data e horário que passou por determinada máquina, qual ferramenta foi utilizada, testes de qualidade, entre várias outras informações. “Elevamos a rastreabilidade ao nível mais avançado da tecnologia disponível atualmente”, diz o responsável de Engenharia de Manufatura Motores e Transmissões da FCA para a América Latina, Rogério Souza.

Outra novidade é o transporte aéreo das peças para o abastecimento preciso das máquinas, feita pelos “Robots Gantries”, robôs que transitam sobre trilhos a mais de 2 metros de altura para a transferência automática dos componentes. Como resultado dessa tecnologia, o contato com as peças é limitado, dentro da diretriz “no-touch zone”, garantindo a confiabilidade de todo o processo.

A checagem final também é automática. Os motores já finalizados passam por um robô apelidado de “paparazzo”, com câmeras de alta resolução para verificação da qualidade. “O uso de sistemas automatizados traz vários benefícios, como segurança e ergonomia dos operadores, além de garantir maior precisão e alto nível de repetibilidade dos processos”, explica Cláudio Rocha, coordenador de Manufatura Motores e Transmissões da FCA para a América Latina.

Em relação à sustentabilidade, a nova unidade utiliza tecnologias de baixo impacto ambiental, como a técnica de MQL, que reduz a necessidade de óleos e lubrificantes no processo de usinagem. O uso de energia renovável também foi uma diretriz do projeto, assim como o controle do consumo de água e da geração de resíduos. No processo, 100% do efluente gerado são tratados e retornam ao processo produtivo.

Na planta de motores, que emprega um total de 2 mil pessoas, também são fabricadas as famílias Fire e Fire EVO, de 1.0 e 1.4 litro. Vários avanços adquiridos durante o projeto do motor global Firefly foram absorvidos pelas outras linhas de produção, tornando a manufatura mais sustentável e eficiente.


 
 

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