Energia eólica já soma R$ 60 bi em investimentos no Brasil

02
Setembro
 
 

O Brasil acaba de alcançar a marca de 10 GW de capacidade eólica instalada, distribuída em 400 parques e mais de 5.200 aerogeradores, de acordo com a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). É o equivalente à capacidade de geração de energia da usina de Belo Monte (11 GW). No ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o Sul do País e gerou 41 mil postos de trabalho.
“A marca de 10 GW é emblemática. Hoje, a energia eólica representa 7% da matriz elétrica brasileira. Considerando o que já temos de contratos assinados, vamos chegar a 2020 com mais de 18 GW e temos potencial para crescer ainda muito mais”, disse Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, na abertura do Brazil WindPower 2016, evento realizado no Rio de Janeiro, na semana passada. “Para um País como o Brasil, com tantos recursos naturais abundantes e que tem um dos melhores ventos do mundo, considero ser um caminho não apenas natural, mas também estratégico”.
Nos últimos seis anos, o investimento feito pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. De 1998 até hoje, o volume investido chega a R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e energia termelétrica (25,6%).
De acordo com o GWEC (Global World Energy Council), o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólica no mundo em 2015, atrás de China, EUA e Alemanha, representando 4,3% do total de nova capacidade instalada no ano passado no mundo todo. Em percentual, foi o País que mais cresceu no mundo. De acordo com o “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo - Base 2015”, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia em agosto de 2016, o Brasil subiu sete posições, nos últimos dois anos, ocupando hoje o oitavo lugar em geração, representando cerca de 3% de toda a produção eólica mundial.
A situação favorável da indústria eólica pode ser explicada pela ótima qualidade dos ventos brasileiros e também pelo forte investimento das empresas que, nos últimos cinco anos, construíram uma cadeia produtiva nacional para sustentar os compromissos assumidos. Os grandes fabricantes de aerogeradores, pás, torres e grandes componentes estão instalados no Brasil, produzindo e contratando aqui. Além disso, dezenas de empresas brasileiras foram criadas ou passaram a se dedicar para oferecer componentes para a cadeia produtiva.
“Em dezembro, teremos um momento muito importante para o setor neste ano: o Leilão de Reserva. A contratação de energia eólica neste leilão será vital para dar um sinal de investimento para toda a cadeia de energia eólica. Os contratos que temos assinados sustentam a cadeia até 2020, mas é necessário fazer novas contratações para manter a cadeia ativa e o setor crescendo de forma sustentável”, explica Elbia.






 
 

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