Cozinha do futuro: Alimentos impressos em 3D e cozidos a laser

23
Setembro
 
 

Pesquisadores estão testando aquilo que parece ser o sonho de consumo de qualquer cozinheiro ou cozinheira que também sejam aficionados em tecnologia: Cozinhar a laser.

E o projeto de Jonathan Blutinger e seus colegas da Universidade de Colúmbia, nos EUA, vai além.

A ideia é juntar o laser com a impressão 3D de alimentos para que qualquer pessoa possa ter em casa seu próprio chefe digital, pronto para cozinhar o que você quiser: Não apenas pratos prontos, como os congelados que se compra hoje no supermercado, mas receitas com ajuste detalhado de sabor, textura e formato.

Ao tentar avançar no projeto, porém, a equipe se deu conta de que não existe tecnologia atual de aquecimento ou cozimento que pudesse atender suas necessidades.

"Nós notamos que, embora as impressoras 3D possam produzir ingredientes com uma precisão milimétrica, não existe um método de aquecimento com esse mesmo grau de resolução," disse Blutinger. "Cozinhar é essencial para o desenvolvimento do teor nutricional, do sabor e da textura em muitos alimentos, e nos perguntamos se poderíamos desenvolver um método com lasers para controlar precisamente esses atributos."

O pesquisador desenvolveu então uma espécie de "canhão", que dispara o laser seletivamente ao longo do alimento tão logo a massa seja depositada pelo bico da impressora 3D.

Ele testou várias modalidades de cozimento com laser azul (445 nanômetros) e luz infravermelha (entre 980 nanômetros e 10,6 micrômetros) usando frango como modelo de sistema alimentar.

Cozimento a laser e CAD para comida


A massa de teste foram bifes de frango impressos em 3D com 3 milímetros de espessura e 3 a 6 centímetros de largura. A equipe avaliou uma série de parâmetros, incluindo profundidade do cozimento, desenvolvimento da cor, retenção de umidade e diferenças de sabor entre carne cozida a laser e a cozida no fogão.

Os experimentos mostraram que a carne cozida a laser encolhe 50% menos do que pelos métodos tradicionais, retém o dobro do teor de umidade e apresenta sabor semelhante ao da carne cozida convencionalmente.

Curiosamente, a equipe afirma que a dificuldade em trazer essa tecnologia para o mercado não está nos equipamentos, cujos componentes podem todos ser comprados no comércio: A dificuldade está nos programas necessários para gerenciar esses equipamentos.

"O que ainda não temos é o que chamamos de 'CAD dos alimentos', uma espécie de Photoshop da comida. Precisamos de um software de alto nível que permita às pessoas que não são programadores ou desenvolvedores de software projetar os alimentos que desejam. E então precisamos de um lugar onde as pessoas possam compartilhar receitas digitais, como nós compartilhamos música," disse a professora Hod Lipson.

fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/

 
 

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