Cientistas anunciam avanço rumo ao plástico infinitamente reciclável

05
Junho
 
 
Só cerca de 5% do plástico no mundo é reciclado e produção anual passa de 500 milhões de toneladas

Cientistas americanos disseram na última semana que fizeram avanços em direção a um tipo de plástico que pode ser reciclado indefinidamente e que este parece ser durável o suficiente para competir com os plásticos comuns.

Diferentemente dos plásticos feitos a partir de derivados de petróleo, o novo tipo pode ser transformado de volta ao seu estado original de pequenas moléculas e transformado em novos plásticos repetidas vezes, disse o relatório na revista Science.

“Os polímeros podem ser quimicamente reciclados e reutilizados, em princípio, infinitamente”, disse o autor principal, Eugene Chen, professor do Departamento de Química da Colorado State University.

Chen advertiu que a pesquisa foi feita apenas em laboratório e que é necessário mais trabalho para desenvolvê-la.

No entanto, a equipe ampliou um avanço que anunciou em 2015, que resultou em um plástico totalmente reciclável que era mais macio do que o ideal.

Fazer a versão antiga exigia condições extremamente frias e o produto final tinha baixa resistência ao calor. O novo produto corrige todos esses problemas, disseram os pesquisadores.

Um comentário que acompanhou o artigo na Science disse que o trabalho é “um passo importante” na abordagem do problema do plástico no planeta.

Sob o novo processo, “os resíduos de plástico são despolimerizados de volta ao material inicial e depois repolimerizados para produzir plásticos do tipo virgem”, disse o comentário.

Esse tipo de avanço “pode ​​levar a um mundo em que os plásticos no final de sua vida não são considerados resíduos, mas matéria-prima para gerar produtos de alto valor”.

Atualmente, apenas cerca de 5% do plástico no mundo é reciclado. A produção global de plástico deverá ultrapassar 500 milhões de toneladas até 2050. Especialistas preveem que em meados do século haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

Enzima

Cientistas britânicos aperfeiçoaram uma enzima natural que pode digerir alguns dos plásticos mais poluentes do mundo. O tipo PET, mais comum em garrafas plásticas, leva centenas de anos para se decompor no meio ambiente. A enzima modificada, conhecida como PETase, pode começar a desintegrar o mesmo material em apenas alguns dias.

Isso poderia revolucionar o processo de reciclagem, permitindo que os plásticos sejam reutilizados de forma mais eficaz. O Reino Unido usa cerca de 13 bilhões de garrafas plásticas por ano, das quais três bilhões não são recicladas.

Originalmente descoberta no Japão, a enzima é produzida por uma bactéria que come o PET. A Ideonella sakaiensis usa o plástico como sua principal fonte de energia.

Pesquisadores relataram em 2016 que encontraram a cepa vivendo em sedimentos em um local de reciclagem de garrafas na cidade portuária de Sakai, no sul do Japão.

“O PET passou a existir em grandes quantidades nos últimos 50 anos, então não se trata de uma escala de tempo muito longa para uma bactéria evoluir para comer algo criado pelo homem”, diz o professor John McGeehan, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, que participou do estudo.

Poliésteres, o grupo de plásticos a que o PET (também chamado polietileno tereftalato) pertence, existem na natureza.

“Eles protegem as folhas das plantas”, explica McGeehan. “As bactérias estão evoluindo há milhões de anos para comê-los”.
fonte http://www.osul.com.br/

 
 

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