Após confisco, GM fecha fábrica na Venezuela

26
Abril
 
 

A General Motors anunciou ao encerramento de suas operações na Venezuela, depois que autoridades venezuelanas confiscaram a fábrica instalada na cidade de Valência, cidade industrial situada a 150 km de Caracas. "[Nesta terça-feira, 18 de abril], a fábrica da GMV foi inesperadamente tomada pelas autoridades públicas, impedindo as operações normais. Além disso, outros ativos da companhia, como veículos, foram ilegalmente retirados de suas instalações", informa comunicado oficial da General Motors.

Perto de completar 70 anos de atividades no país, a GM é líder no mercado venezuelano há 35 anos. “A apreensão foi concedida e executada em total desrespeito aos direitos da GMV, causando danos irreparáveis para a empresa, seus 2.678 trabalhadores, seus 79 concessionários (a maior rede de serviços do país com mais de 3.900 trabalhadores) e seus fornecedores (representando mais de 55% da indústria de autopeças da Venezuela)”, diz a montadora, acrescentando que irá pagar os benefícios trabalhistas aos funcionários que serão demitidos com o encerramento das atividades.

Mais antiga fábrica de veículos da Venezuela, com capacidade produtiva de 100 mil/ano, a GM não produzia um único veículo desde 2015, apenas peças de reposição. A indústria automobilística venezuelana (assim como outros setores industriais) sofre com a falta de matéria-prima em razão do controle monetário imposto pelo governo local e a consequente falta de dólares para importação de peças e componentes.

A “justificativa” do governo venezuelano para o confisco da fábrica - em meio a maior crise econômica do país e violentos protestos populares - é uma ação judicial que se arrastava desde o ano de 2000, requerida por uma concessionária da marca em Maracaibo, que perdeu a concessão da empresa por baixo desempenho de vendas. Na semana passada, a justiça deu ganho de causa à concessionária, ordenando o pagamento de US$ 376 milhões (o comunicado da GM não fala em valores; na imprensa outros valores são citados, chegando a US$ 665 milhões). “A GMV rejeita fortemente as medidas arbitrárias tomadas pelas autoridades e tomará todas as ações jurídicas, dentro e fora da Venezuela, para defender seus direitos”, conclui o comunicado da montadora.

O confisco da fábrica da GM se segue a outras ações contra empresas estrangeiras, como ocorreu no ano passado com o confisco de uma unidade da Kimberly-Clark, que produzia fraldas descartáveis. Outras empresas, como a fabricante de pneus Bridgestone, a Ford e a Procter & Gamble abandonaram os investimentos na Venezuela. Em 2013, a AmBev também fechou sua unidade no País.
fonte: http://www.usinagem-brasil.com.br

 
 

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