Após 5 anos de queda, indústria de máquinas mostra-se otimista

05
Fevereiro
 
 

Primeiro a má notícia: o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos fechou 2018 com queda de 2,9%. Trata-se da quinta queda consecutiva no volume de negócios do setor: 2013 (-5%); 2014 (-12%); 2015 (14%); 2016 (-24,2%), que, somadas, ultrapassam o índice de 50%. A boa notícia é que a Abimaq, entidade que reúne os fabricantes do setor, avalia que esta sequência será interrompida em 2018, quando o setor deve crescer entre 5 e 10%.

“Estamos vendo uma retomada”, disse João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq, durante coletiva de imprensa para apresentação do desempenho do setor em 2017, na semana passada. “Após cinco anos reprimida, a demanda deve apresentar uma retomada este ano, o que deve se estender pelos próximos dois ou três anos”.

Segundo a entidade, há consenso no mercado de que a indústria irá crescer em 2018. “O PIB deve crescer 2,7%. A indústria em geral deve crescer 3,6%. Para a indústria de transformação a expectativa é de aumento de 5%. É de se esperar que a indústria de bens de capital cresça mais, entre 5 e 10%”, apontou Mario Bernardini, diretor de Competitividade da Abimaq.

INDÚSTRIA DE MÁQUINAS EM 2017 - Embora o setor tenha fechado 2017 com redução no faturamento, a Abimaq analisa que “houve redução gradativa das taxas de queda nas vendas em função do crescimento das exportações, que voltaram a níveis médios mensais de 2011 e 2012”.

Em 2017, as exportações de máquinas e equipamentos superaram o resultado de 2016 em 16,6%. Os destaques foram os segmentos de Máquinas para Petróleo e Energia Renovável; Máquinas para Logística e Construção Civil; Máquinas para Agricultura; e Máquinas para a Indústria de Transformação.

Os principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos são, pela ordem, América Latina, Estados Unidos e Europa. No ano, o aumento das exportações para a América Latina foi puxado pela Argentina, que aumentou em 43,3% suas compras de máquinas no Brasil.

Já as importações registraram diminuição no volume em 17,2%, totalizando US$ 12,77 bilhões (as exportações somaram US$ 9,08 bilhões). Em 2017, pela primeira vez, a China ficou na primeira posição no ranking dos países vendedores de máquinas e equipamentos para o Brasil. No ano, o consumo aparente de máquinas e equipamentos registrou redução de 19,3%.
fonte http://www.usinagem-brasil.com.br/

 
 

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