Algodão antichama veste bombeiros de forma segura e confortável

29
Setembro
 
 

Você não precisa ser um bombeiro para se dar conta de que usar aquelas roupas antichama grossas e pesadas não deve ser nada confortável - sem contar que elas tiram a mobilidade e a agilidade desses profissionais em situações sempre críticas.

Foi que isto que motivou o pesquisador Sabyasachi Gaan, dos Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais (EMPA), a criar roupas antichama mais confortáveis.

Gaan criou tecidos de algodão resistentes ao fogo inserindo os retardantes de chamas dentro de uma rede física e quimicamente independente no interior das fibras naturais do algodão.

Esta abordagem retém as propriedades inerentemente positivas das fibras de algodão, incluindo o conforto, já que o algodão pode absorver quantidades consideráveis de água e manter um microclima favorável na pele.

O algodão resistente às chamas e lavável disponível hoje é produzido tratando o tecido com retardantes de chama à base de formaldeído - e o formaldeído é classificado como cancerígeno. Embora os tratamentos retardadores de chama à base de formaldeído sejam duráveis, eles têm desvantagens adicionais: Os grupos -OH da celulose são quimicamente bloqueados, o que reduz consideravelmente a capacidade do algodão de absorver água, o que resulta em um tecido desconfortável.

Gaan começou trabalhando com retardadores de chama baseados na química do fósforo, que já são usados em muitas aplicações industriais. Agora ele conseguiu encontrar uma maneira fácil e elegante de ancorar o fósforo na forma de uma rede independente dentro do algodão.

A chave para isto é um composto de fósforo trifuncional (óxido de trivinilfosfina), que tem a capacidade de reagir apenas com moléculas especificamente adicionadas (compostos de nitrogênio, como a piperazina) para formar sua própria rede dentro do algodão. Isso torna o algodão permanentemente resistente ao fogo, sem bloquear os grupos -OH favoráveis. Além disso, a rede física resultante (óxido de fosfina) também gosta de água, mantendo a respirabilidade do tecido.

As redes formadas no interior do algodão antichama se mostraram incrivelmente resistentes: Após 50 lavagens em máquina, 95% da rede retardadora de chamas continuava presente no tecido. As nanopartículas de prata adicionadas pela equipe, para dar propriedades antimicrobianas ao tecido, também continuavam lá após os mesmos ciclos de lavagem.

O processo todo de fabricação do algodão antichama é compatível com os equipamentos utilizados pela indústria têxtil. "Cozinhar tecidos a vapor após o tingimento, impressão e acabamento são etapas normais na indústria têxtil. Portanto, não é necessário investimento adicional para aplicar nosso processo," afirmou Gaan.

fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/

 
 

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