A revolução da impressora 3D

29
Julho
 
 

Diversos setores estão experimentando a impressão 3D, a qual tem o potencial de revolucionar muitos mercados. Um deles é o de alimentos, que já está fazendo progresso.

O exército norte-americano pretende usar as impressoras 3D para customizar o alimento para cada soldado. A NASA está explorando a impressão 3D de comida no espaço. A tecnologia poderia até mesmo acabar com a fome em todo o mundo.

O que isso tem a ver com a cadeia de suprimentos? Muito — porque a impressão 3D faz mais do que simplesmente revolucionar o processo de produção. Ela também exige um completo realinhamento da cadeia de suprimentos.

E o modo como a impressão 3D transforma a cadeia de suprimentos contém lições de como as organizações devem se reinventar na nova era da cadeia de suprimentos estendida.

A cadeia de suprimentos estendida substitui a antiga cadeia linear não só por uma rede, mas por uma rede das redes. A necessidade dessa rede de redes está sendo impulsionada por quatro fatores principais: produtos individualizados, a economia do compartilhamento, a escassez de recursos e a centricidade no cliente.

Para compreender essas forças, imagine que você opera uma grande cadeia de restaurantes e está com dificuldades para se diferenciar da forte concorrência. A sua ideia para que possa se destacar é oferecer entradas customizadas. Na verdade, você vai utilizar a impressão 3D para oferecer uma massa personalizada.

Com essa tecnologia, é possível fazer pratos únicos de massa na hora. É possível proporcionar aos clientes a escolha dos ingredientes (sem glúten!), dos sabores (caramelo salgado!) e dos formatos (Torres de Pisa inclinadas!). A massa personalizada pode ser oferecida em seus restaurantes, em supermercados e em seu site de e-commerce.

Você pode pensar que essa iniciativa exige apenas a transformação da produção. Mas esse é só o começo. Também é necessário reestruturar a pesquisa e o desenvolvimento, os sinais da demanda, a gestão dos ativos, a logística, a gestão de parceiros, entre outras questões.

Antes de mais nada, é necessário desenvolver a matriz de ingredientes, sabores e formatos que serão oferecidos. Como parte dessa iniciativa, será preciso considerar os regulamentos de saúde e segurança.

Em seguida, será necessário modificar algumas de suas fabricações diretamente nas cozinhas. Isso também afetará os requisitos de embalagem. A logística também mudará, pois, em vez de caminhões cheios de cargas, a entrega será feita com mais frequência, com mais variedade e em quantidades menores.

Depois, deve-se aperfeiçoar os sinais de demanda para antecipar quais as variações de massa e em quais quantidades chegarão através de quais canais. Gerenciar a fonte de sinais de suprimento será necessário para obter matérias-primas quase em tempo real.

Por fim, a fonte dos seus sinais mudará. Alguns continuarão a vir do ponto de venda. Mas outros, como suprimentos de estoque e manutenção de ativos, poderão vir diretamente de impressoras 3D.

Fonte:http://businessleaders.com.br/categoria/tecnologia/a-revolucao-da-impressora-3d

 
 

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